Archive for the ‘Textos Perdidos’ Category

005:: Campa 250

Saturday, April 19th, 2008

A morte é algo que ninguém pode escapar. A morte é o passo seguinte da vida, da mesma forma que o dia se transforma em noite, o outono em inverno ou a juventude em velhice. As pessoas preparam-se para não sofrerem no inverno que virá; preparam-se para não sofrerem na velhice; mas poucas são aquelas que preparam-se para a maior das certezas: a morte! A sociedade moderna tem ignorado um dos seus mais importantes problemas. Para a maior parte das pessoas, a morte é algo a ser temido e respeitado. Para outros somente significa a ausência de vida – simbolizado pelo vácuo. Assim, a morte transformou-se em algo considerado de alguma forma anti-natural. O que é a morte ? O que acontece conosco após a morte ? Nós podemos ignorar estas questões, como muitas pessoas o fazem. Mas, se ignorarmos a morte, eu acredito que estaremos condenados a viver um existência superficial, uma vida despreocupada com o nosso futuro. Nós podemos assegurar a nós mesmos que iremos algum dia lidar com morte ‘quando a hora certa chegar’.Esquecer-se da morte e dos mortos é prestar um péssimo serviço à vida e aos vivos.

Francisco Alves 1931-2006

“A implacável morte pisa com igual pé o majestoso palácio, e a humilde cabana do pobre. Nem as honras, as riquezas, ou os prazeres, nem o abril valente da juventude, nem a beleza e delicadeza do sexo, ou a força atlética do homem forte, podem alongar a sua existência sobre a terra. Só a virtude é capaz de encher o vazio, que a fama deixa nas ações dos homens bons” (Bruno Calil Fonseca)

Armando Cerdeira@09/10/2006

004:: Embolia Cerebral

Saturday, April 19th, 2008

A embolia cerebral surge quando um coágulo (formado num coração doente por arritmia, problema de válvula, etc.) ou uma placa de gordura (ateroma), que se desprende ou se quebra geralmente da artéria carótida, correm através de uma artéria até encontrar um ponto mais estreito, não conseguindo passar e obstruindo a passagem do sangue. Relacionado com avc.
O acidente vascular cerebral (AVC), vulgarmente chamado de “derrame cerebral”, é uma doença de início súbito, caracterizada pela falta de irrigação sanguínea num determinado território cerebral. Pode ser secundário à oclusão de alguma artéria (isquêmico) ou a um sangramento (hemorrágico). A designação mais aceite, atualmente, é AVE (acidente vascular encefálico). O processo de reabilitação pode ser mais ou menos longo, dependendo das características do próprio AVC, da região afectada e do apoio que o doente tiver. Para uma recuperação eficaz destes doentes, é essencial a actuação de uma vasta equipa de reabilitação.

Armando Cerdeira@16/09/2006

003:: Noite

Saturday, April 19th, 2008

Nós velejamos pelo mar infinito, por céus infinitos, estrelas brilham como olhos, ardem como bombas flamejantes, acompanhados por suspiros noturnos negros.
A lua, a noite morta mostra-se em árvores de prata, cascatas em lágrimas, orvalho dourado, luz da noite.
A Terra, castanha de um azul e branco, uma chama roxa, de neblina de safira, envolta do negro constelar, em órbita sempre.
Enquanto abaixo, junto ao ser, debaixo das árvores, onde a sombra têm poder, tomando banho numa brisa fresca, luz estrelada de prata rompe através da noite.
E assim, nós passamos, o olho vermelho do grande deus Marte, o cabelo azul da bela deusa venus, como nós viajamos… o universo…

Armando Cerdeira@25/06/2006

002:: Olho

Saturday, April 19th, 2008

O olho, abre-te as portas da percepção e mantem-nas abertas. Como um grego antigo diante do mar, como um primata segurando o fogo primordial nas mãos. O primeiro olhar sobre os vales cheios de perigo. O deslumbramento de uma mente que descobre o véu do grande ceu.A criatura sem ídolos. Com ele podes enfrentar o mar, usar o fogo primordial, enfrentar os perigos nos vales, rasgares o grande ceu, sonhar com o horizonte.

Armando Cerdeira@07/04/2006

001:: Som…

Saturday, April 19th, 2008

Som da Guitarra nesta disturção defeituosa que nos deixa, ainda respirar, existirá uma revolução. Som da Bateria, percurções sem limite de tempo que nos deixa, ainda respirar, onde o mal leva a morte. Teclados sem diametro e distancia compondo oitenta e oito timbres desiguais que nos deixa, ainda respirar, e o bem leva á musica. Som do baixo com graves descompassados com som de fundo citante que nos deixa, ainda respirar, a musica levará a experiencia da vida. Som da voz vibrante e rouca rebentando por dentro da alma explodindo dentro de si, vibrando ouvintes de uma musica salvadora de alguem da morte criando dentro de si o que está certo, que nos deixa, ainda respirar…

Armando Cerdeira@24/10/2004