#030 - Desu Nôto (Death Note) - Filme 1&2

Death Note MovieTítulo: Desu Nôto (Death Note) - Filme 1&2
Género: Aventura, Criminal, Terror, Mistério
MPAA/Certificação:
Singapore:PG / Hong Kong:IIA / South Korea:12 / Malaysia:U
Língua: Japonês
País: Japão
Ano: 2006
Site Oficial: wwws.warnerbros.co.jp/deathnote/

Oficialmente, um filme apaixonante. Já tinha visto o filme há uns meses, mas a semana passada voltei a ver os dois. Isto porque, sem dúvida, ver o primeiro tem que se ver o segundo, é fatal. Está escrito no próprio Death Note que, nem a morte nos pode fazer parar de ver o filme quando começamos, mesmo que não gostemos. Mesmo que hajam falhas ou coisas extremamente de outro mundo, como os meus amigos shinigamis ou, como preferirem, Deuses da Morte.

Death Note - The Movie é baseado na conhecida série de anime e mangá do mesmo nome. Com alguns pontos de diferença, mas no geral é semelhante. Claro que, reduzir uma série de 37 episódios para dois filmes de 120 minutos não é fácil. O conceito da história tem um nível de complexidade que, de alguma forma, posso dizer elevado. Não tomem aqui, complexidade como ser mais difícil ou mais fácil de entender o que vai nela, mas sim a maneira como os assuntos estão interligados e a sua forma. Desde que o Death Note (Caderno da Morte) aparece, existe uma sequência de acções que poderão logo determinar a eficácia com que vamos entender pormenores. De que se trata esta história afinal? Num modo geral, temos um Death Note que é um bloco de notas usado pelos shinigamis para matar pessoas no nosso mundo. Esse bloco vem parar à Terra por um shinigami chamado Ryuk. Light, um estudante de elite do Japão, apodera-se dele e começa então a usar todo o potencial que o Death Note tem, impressionando até mesmo Ryuk. Entretanto, aparece o melhor detective de casos misteriosos, L. A história de L, para ser compreendida, é necessária a visualização do anime ou ler a mangá. O filme dá-nos apenas a interacção com Light. Basicamente, temos duas mentes geniais a combater durante dois filmes.

O que pode parecer uma ideia completamente banal, neste filme, torna-se facilmente em algo cheio de detalhes interessantes de visualizar. Como, por exemplo, as regras do Death Note, propositadamente escritas por Ryuk em Inglês. Compreender ao detalhe estas regras e saber o que se pode fazer delas é algo que não chega a todos. Ok, nós sabemos que é um filme mas… a forma como nos são demonstrados determinados raciocínios é bonita. Existem diversas opiniões sobre se, de facto, as deduções de L são assim tão monstruosas ou tão invulgares. Estamos a falar de uma personagem criada, à partida, sabemos que não o são. O problema é que, na vida real, é raro encontrar alguém assim. A convicção, a aposta em determinadas ideias, a mistura de vários pontos dispersos, as conversas que existem entre as personagens, mostram-nos algo bastante elaborado. Isto até porque, estamos perante uma situação em que o mundo não sabe da existência de shinigamis, tal como L não sabe.

Visualmente, o filme é bastante simples. Nada de efeitos especiais, excepto nos shinigamis e, algumas cenas menores. É fácil entender que tentaram ao máximo manter-se “ligados” puramente à Terra. Apesar dos movimentos do Ryuk, por vezes, serem muito estranhos, não deixam de ser cómicos e o desenho detalhado. Os cenários estão bastante à semelhança da série de animação. Existe uma componente gigante de cenários super interessantes, software de alta tecnologia, escritórios topo em prédios de alta segurança, tudo bastante hi-tech, mas dentro da realidade possível.

Sonoramente o filme está muito agradável, temos músicas de Red Hot Chili Peppers e, além disso, as vozes são algo que gosto muito. Eu sei, elas pertencem aos actores, mas estão inteiramente dentro da história. O modo como prenunciam as expressões, os tons, está tudo bastante a condizer. Não há, explicitamente, efeitos sonoros, dado que, estamos a lidar com um filme que visa simular a realidade, com uma pequena alteração. E essa alteração, o mundo dos shinigamis, quanto a efeitos sonoros é pequena (pouco mais que o bater das asas do Ryuk).

Apesar de haver muita crítica em redor do conteúdo deste filme, desde países que o proibiram até censura, é um filme giro de ver. Entende-se de alguma forma, um bocadinho o que poderá ser Justiça ou, não. A verdade, é que este filme influenciou muitos jovens, daí haver muito má opinião, em determinadas políticas.

Daniel Bento

PS: Um detalhe que, não deixa de ser cómico, Light usa PC e L Mac.

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