#040 - Death Proof (À prova de Morte)
Título: Death Proof
Género: Acção, Criminal, Vida Social
MPAA/Certificação: Portugal:M/16
Língua: Inglês
País: USA
Ano: 2007
Site Oficial: www.grindhousemovie.net
Mais um dos filmes que vi a semana passada e, tenho de confessar uma coisa… Vi-o às metades… na primeira adormeci e não vi tudo! No dia seguinte fiz questão de ver o resto e tentar voltar a relembrar tudo o que tinha visto na primeira vez. Queremos um filme mistério? Talvez este seja melhor que muitos dos que são de mistério! Deixa-nos do início ao fim sem perceber grande coisa sobre a história, apenas um trecho pequeno e apenas conseguimos entender o desenrolar das acções. Melhor que isto? Só lendo e vendo!
Nos momentos em que nos perguntam se há histórias mais abstractas que determinado acontecimento, acho que este é um daqueles filmes que se metem nessa categoria. Do princípio até ver as letras do fim, o filme consegue ter uma filosofia completamente fora do comum. Talvez tenha sido isto que me prendeu o filme todo mesmo quando havia partes em que era só “passar” conversa. Resumidamente, temos raparigas e um homem… temos raparigas famosas e um homem duplo de cinema… temos raparigas que gostam carros e temos um homem com um carro à prova de morte. A interacção entre as personagens é muito banal, as raparigas têm uma vida de rapariga, assistimos a muitos momentos em que elas conversam sobre a sua vida, namoros, problemas entre outras coisas, é aqui que nos pensamos “mas o filme não passa disto?”, até mesmo quando esperamos que vai acontecer alguma coisa derepente, simplesmente não acontece. Mas quando já estamos na conversa com quem estamos a ver o filme, eis que se ouve um carro… ou vemos uma personagem completamente normal, um bocado “excêntrico” na relação com o mundo… mas que não parece nada de especial. Após as primeiras relações directas com os homicídios é que nos damos ao luxo de entender o quanto psicopata é este senhor.
Este filme acaba por ter duas componentes completamente separadas, mas semelhantes. Digamos que existe a repetição de uma história mas formam um todo. Apenas diferem no final de cada uma. Acreditem… eu o final foi tudo o que menos esperava, mas também não vou falar dele… só sei que me perguntei a mim mesmo “hum, não há mais?”
O filme é acompanhado com uma boa banda sonora e, aquela aparência clássica é algo forte. Basicamente, viver uma história em que os cavalos, a velocidade e a mente contam é completamente diferente de ver filmes em que é o estilo e a beleza física que é apreciada. Isto é, aqui há carros poderosos, velocidade, adrenalina e muita, mas muita diversão. Uma vida comum que se transforma em perseguições, uma vida de risos que se transforma numa corrida contra a morte. E todo o ambiente que envolve as personagens, desde o cenário aos objectos que interagem dá mesmo essa noção. É mais interessante ver um filme com um psicopata nos anos 60 do que ver um nos nossos dias, porque, actualmente, o modo como se interage com este tipo de mentes é completamente diferente.
Realmente um filme abstracto, simples, secante (por vezes), mau às vezes, excelente às vezes, violento às vezes, bonito às vezes, e tudo mais às vezes…
Daniel Bento
PS: Algo interessante de ver neste filme é, a diferença entre a condução masculina e feminina… Não digo que uma é melhor que a outra, digo sim que são uma representação bastante diferente, mas que não deixa de ser cómico.
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- Published:
- 12.15.07 / 4pm
- Category:
- Cinema







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