#052 - Concerto: 30 Seconds to Mars

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Já foi há um tempinho, finais de Fevereiro, mas nunca é tarde para dar uma pequena avaliação daquilo que foi o meu primeiro concerto no Coliseu dos Recreios e, mesmo o primeiro concerto Rock Internacional a que assisti.

30 Seconds to Mars é uma banda que, na realidade não sei muito sobre… apenas sei o que ouvi, nada mais… Fui para o concerto, sinceramente, um pouco às cegas, só tinha visto um Vídeo-Clip no Youtube e, como sabem, os vídeos lá não têm a melhor qualidade para se conseguir ter uma opinião muito bem definida… Mas sim, apesar disto lá fui e… cliquem para saber mais…

O concerto abriu com uma banda que, por acaso, já tinha assistido a um concerto, os Qwentin. Uma banda portuguesa de rock alternativo, psi-fi. Esta foi responsável por “animar” o público durante a primeira meia hora do evento no Coliseu.


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Eu estava nos camarins, a sudeste do palco, permitiu-me de algum modo, não estar na confusão e visualizar em plenitude tudo o que se passava no palco, apesar de estar um pouco “longe”, mas nada que os binóculos e, a lente da máquina fotográfica não resolvessem. O espectáculo dos Qwentin foi agradável, algo que por estas bandas é original, mas algo que já estou habituado a ver no sentido da mistura completa entre os artefactos teatrais e, musicais. Para mim, é essa quebra da linhagem de apresentação musical ocidental que faz, os Qwentin tomarem a velocidade de crescimento que estão a ter. Será que as bandas de cá, finalmente, estão a aprender com as bandas orientais? A ver vamos!

Após os membros de solo português, apareceram os tão esperados membros da banda internacional norte-americana, 30 Seconds to Mars, um dos concertos mais esperados este ano, até à data. A abertura do concerto foi bastante interessante, com uma presença muito forte de todos os elementos da banda. Foi a primeira vez que ouvi muitas das músicas deles e, de facto gostei.

A componente sonora é muito boa, apesar do estilo alternativo não ser completamente “original”, é possível distinguir traços muito pessoais. A voz é bem trabalhada, a bateria bastante usada. Acho que talvez tenha sido a bateria mesmo que me marcou mais, toda as batidas são varias vezes submetidas a loops, tornando-se, para além de uma música forte emocionalmente, também uma música chave para fazer ambientes sonoros. Penso que muitas músicas teriam também bastante sucesso se fossem submetidas a um processo de instrumental… uns extras sabe sempre bem.

Por outro lado, visualmente a banda segue as normas de 90% das bandas ocidentais. Isto é, seguir exactamente os critérios estilísticos visuais em que estão inseridos na música. Estilo muito punk/funk, mas muito banal… Será que, neste aspecto, já não se consegue alguma originalidade?

Acho que o que pecaram mais, foi mesmo a presença em palco, não pela tradução da música “em som”, mas mais pela falta emotiva. É verdade que vimos várias vezes o vocalista colocar-se em cima do público gritando aos ouvidos dele… deixando-se ser apalpado… Mas, opinião pessoal, isso é fraco. Não creio que o único meio de interpretar uma música, a letra ou todo o ambiente, seja ou andar aos pulos a correr à volta ou, por-se em cima do público. Nesse aspecto houve um grande contraste entre a “nossa banda”, os Qwentin e, os 30 Seconds to Mars. Por opinião pessoal, penso que um concerto deve ser vivido e sentido… a presença em palco é de extrema importância senão, torna-se fácil fazer a mesma coisa com um CD áudio. Julgo que deveria ter sido conseguido uma expressão maior, uma maior dinâmica para com tudo o que rodeava o ambiente musical.

Isto é, apenas, uma opinião pessoal… Até porque, estou muito habituado a outras paragens no que toca a espectáculos.

Mas com isto, não deixou minimamente de ser um excelente concerto que vale a pena recordar positivamente.

Daniel Bento

PS1: Porque é que qualquer banda diz em qualquer país que “aquele” foi o melhor país em que já actuaram? Estranho… subtilmente estranho…

PS2: Vou colocar aqui algumas fotos que consegui assim que puder… Aguardem!

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